E Myth

Publicado em 31/05/2018

Ontem comecei a ler E-mith. O livro até agora parece ser muito bom. Já percebi que devo o ler rapidamente, pois é fácil de ler e faz ficar preso para saber a história. Lembrou um pouco The Goal, porém é mais bem escrito.

Até o momento, esses são os pontos importantes:

  • Cada pessoa tem personalidades distintas operando dentro de si
    • um bom exemplo disso é o Fat Guy vs Skinny Guy. (Um dia, você percebe que está gordo e começa a mudar sua vida. Está acontecendo uma mudança de paradigma mental, onde sai o papel do Fat guy da sua mente, e entra o papel do Skinny Guy. Essas duas personalidades se odeiam, e estão brigando para tomar o controle. Alguma delas vai. Normalmente, o que acontece é que o Skinny Guy toma as redeas por dois dias, e depois volta o Fat Guy para ferrar com tudo.
  • No mundo dos empreendedores, nossos papeis são três: O Empreendedor, O Gerente e O Técnico.
  • O Empreendedor vive no futuro, e planeja as coisas com visão;
  • O Gerente vive no passado, e organiza tudo que vê; é averso a mudanças;
  • O Técnico vive no presente, e executa, faz, executa.
  • O grande problema dos pequenos negócios, que é normalmente uma pessoa que é 10% empreendedor, 20% gerente e 70% técnico, em um momento que o empreendedor toma o comando, resolve abrir um negócio. Mas logo o técnico vence a batalha mental novamente.
  • Sendo assim, os pequenos negócios trabalham quase sem visão empreendedora, e sem gerência, e com muita ação. (Também conhecido como a forma //burra// de fazer as coisas)
  • As empresas têm três momentos; a infância, a adolescência, e a maturidade;
  • A maioria das empresas não vai passar da infância, e a maioria das que passam da infância nunca vão chegar até a maturidade (90% das empresas fechadas em até 5 anos, dos 10% sobreviventes, 80% fechados nos próximos 5)
  • A infância é quando todo o negócio é centralizado em si. *** ??? ***
  • A adolescência é quando vocẽ chama um gerente e começa a expandir. *** ??? ***

The E-myth Revisited - Continuando

Ótimo livro, de fato! Vou dar um de presente para a Lígia.

Vou rever a parte que diz a respeito da Infância, Adolescência e Maturidade de um negócio. Uma tabela é a melhor forma de entender essa informação.

A ideia dos três papéis na mente de um empreendedor está cada vez me intrigando mais. Imaginar-se como uma fragmentação de várias personalidades (como no filme Split, mas sem a psicopatia), parece para mim um modelo mental interessante.

Normalmente, as pessoas têm a visão de seu ego como algo único e indivisível - eu sou essa pessoa, eu gosto de banana, maçã, sou bom nisso e naquilo.

Mas a verdade é que todos nós colocamos e tiramos máscaras e fantasias a todo o momento. Eu não vou me comportar na cama como eu me comporto no trabalho. Não é a mesma pessoa que escreve aqui a pessoa que conversa com minha vó.

Quer dizer - naturalmente, já assumimos diversos papéis. O que passa a acontecer se você criar esses personagens deliberadamente, e escolher “hoje eu vou ser o Gabriel Programador”, ou “Hoje eu vou ser o Gabriel Don Juan” no inicio do dia.

No mínimo, isso me faria pensar em que rotina eu estou entrando neste dia, e pode talvez prevenir hábitos ruins;

É um pensamento que eu tenho de desenvolver, e tenho um sentimento muito bom sobre ele.

De qualquer forma, aqui está o apanhado do que eu li ontem:

  • Negócios extraordinários não esperam seus resultados de pessoas - esperam seus resultados de processos, de Sistemas.
  • Pense em seu negócio como um produto, como se você fosse fazer uma franquia dele, de forma que ele pode ser operado tanto em Vladivostok quanto em Piracicaba, da mesma maneira, gerido por pessoas extremamente diferentes, que atingem o mesmo resultado (Mac Donald’s)
  • Sua primeira loja, ou unidade, (enfim), deve operar como uma franquia modelo; é exatamente isso que você quer construir, uma franquia modelo, que deve ser a base da operação das próximas (mesmo que você não for trabalhar em um modelo de franquias)
  • Todo negócio que você fizer deve ser um agregado de sistemas que geram resultados e experiências consistentes.
  • Construa sistemas que geram resultados extraordinários com pessoas

O livo continua a se desenrolar, e faz muitos pontos interessantes sobre métricas, objetivos, etc. Aparentemente há um processo de 12 passos para fazer uma franquia-modelo. O primeiro passo é a identificação de objetivos pessoais. Depois, ele começa a falar sobre business specific goals, que me atirou em um frenesi de excel, projetando volume de faturamento e lucros para aquela empresa de seviços. Foi muito interessante usar o modelo de pensamento do Sivers - business plan é uma conjectura; faça agora sem dinheiro. Agora com muito dinheiro. Eu fiz dois modelos - um pensando em 1 time service, e outro pensando “What if it was a SaaS?” Acredito que no fim, os dois modelos vão coexistir, tendo tanto demandas de limpeza regular como de limpeza de última hora.

O livro começou a ficar um pouco fluffy e me fazer ficar entediado em algumas partes. Ainda bem que isso está bem balanceado com a informação maravilhosa que ele entrega.

O processo de montar um organograma da empresa como a primeira coisa que se faz - começar pelo fim, me apeteceu como maravilhosa. Claro que isso jamais funcionaria para uma startup //disruptiva// , mas eu consigo ver isso claramente funcionando para negócios mais simples - e, por que não, no Estoicos.com.br e na empresa de serviços que pretendo montar?

Funciona assim:

  • Comece pelo fim. Imagine a estrutura da sua empresa uma vez que ela estiver no tamanho que você planeja.
  • Faça um organograma com todas as funções da empresa:
  • Essa estrutura vai existir desde sempre. A única coisa de diferente é que você ocupa todas as funções no primeiro momento.
  • Faça uma descrição das responsabilidades e atividades de cada função, assim como sobre quais padrões o trabalho dessa pessoa vai ser avaliado.
  • Ao fim, faça um contrato, que deve ser assinado tanto pelo CEO da empresa quanto pelos subordinados - se você for todos, assine tudo. Fazendo um contrato de si consigo mesmo.

Terminei de ler E-myth. Bom livro, o fim fica um pouco confuso e desnecessário.